A confusão entre Síndrome do Pânico e infarto. Qual a relação entre os dois?

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pânico x infarto

Síndrome do Pânico e infarto geram muita confusão! Saiba quais os sintomas que podem acontecer nos dois quadros.

Imagine que você está realizando alguma tarefa da sua rotina, seja no trabalho, em casa ou no transporte, e uma angústia sufocante toma conta de você repentinamente. E que, junto dessa angústia, o seu coração começa a bater mais forte, e mais forte. Será infarto? O que está acontecendo? Imaginar esse cenário não é uma situação agradável, não é mesmo? 

As pessoas que sofrem de Síndrome do Pânico experienciam essas crises mais do que gostariam e, por esse motivo, sentem um medo constante da crise despertar em qualquer momento. 

O que é Síndrome do Pânico?

A síndrome do pânico é um dos transtornos de ansiedade mais assustadores. Também conhecida por transtorno do pânico, essa síndrome se caracteriza por episódios intensos e inesperados de profundo medo, angústia e desespero. A pessoa que sofre da síndrome tem crises em que o sentimento de morte toma conta e pensa que, a qualquer minuto, algo ruim pode acontecer, mesmo que não exista perigo ou motivo para tais sentimentos.

O Transtorno de Pânico tende a aparecer entre os 20 e 30 anos, o final da adolescência e início da vida adulta, respectivamente, e é duas vezes mais comum em mulheres. Ainda não há uma explicação dos motivos de o sexo feminino ser mais suscetível ao quadro, mas o estresse, jornada dupla, pressões em geral e fatores sociais, podem ajudar a explicar.

Conheça aqui os sintomas de síndrome do pânico!

O infarto

Em seu funcionamento correto, o fluxo sanguíneo irriga os músculos do coração e o oxigena. Porém, quando há obstrução de uma artéria, vasos que transportam sangue oxigenado do coração para o resto do corpo, uma área do coração não funciona direito e cria placas de gordura e coágulo sanguíneo. 

Fatores de risco do infarto

  • Pressão arterial;
  • Cigarro;
  • Colesterol;
  • Diabetes;
  • Idade;
  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar;
  • Dieta.

O infarto é a segunda maior causa de mortes no Brasil. O maior risco mora na casa dos 40 anos de idade e no sexo masculino, por isso, levar uma vida saudável é imprescindível para afastar esse mal.

Síndrome do Pânico ou Infarto?

É muito comum confundir as duas coisas porque os sintomas de infarto podem ter muita semelhança com os da crise do pânico. Falta de ar, coração acelerado, dor no peito e transpiração excessiva são sinais de infarto, e também batem cartão nas angustiantes crises.

As crises acontecem sem aviso prévio, e também em qualquer período do dia ou situação. Por esse motivo,  muitas pessoas que enfrentam os sintomas possuem medo de, enquanto estarem em público, como dirigindo, em meio a uma reunião de trabalho, entre outras situações, a síndrome ataca-la, causando constrangimento.

É importante que o paciente procure um médico quando esses sintomas aparecerem para que, caso tenha fatores de risco como diabetes, histórico familiar de doenças cardiovasculares, hipertensão, fumo, má alimentação e sedentarismo, o quadro seja enviado para o tratamento adequado e os sintomas não se prolonguem. Dor no peito, no braço esquerdo, costas, mandíbula e estômago podem ser sinais de que o quadro não está melhorando.

O que acontece no coração?

Muitas pessoas que estão na crise do pânico pensam que estão sofrendo um ataque cardíaco. A confusão é normal, pois o sintoma lembra muito o de um infarto. As amígdalas cerebrais entram em profunda atividade quando recebe o bombeamento sanguíneo. Elas são estruturas responsáveis pelo medo e apreensão e que, durante as crises inesperadas, liberam adrenalina no organismo. A adrenalina é o hormônio que emite um sinal de alerta no corpo para que ele se prepare para situações de perigo.

Tratamento

As consequências da síndrome do pânico na vida da pessoa que sofre do transtorno são profundas e paralisantes. O objetivo do tratamento é justamente frear as crises e diminuir sua intensidade com base nos fatores que desencadeiam as crises, pois a síndrome do pânico não tem cura.

A primeira fonte geralmente é a psicoterapia. Nela, o médico psiquiatra analisa as causas e direciona as técnicas terapêuticas direcionadas ao caso particular do indivíduo. No caso de histórico familiar de infarto e fatores de risco latentes, o médico pode prescrever outros tratamentos mais indicados para o quadro, como o uso de medicamentos.

Você sabe quais são os sinais da síndrome do pânico? Então aproveite para clicar aqui e descubra!

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