Como escolher o melhor especialista para Burnout

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O transtorno de burnout já atinge 30% dos brasileiros. Saiba qual o melhor especialista para tratar o esgotamento psicológico e emocional.

Trabalhar até morrer. Parece eufemismo, mas, no Japão, esse é o cenário de quase toda a parcela de trabalhadores do país. Aproximadamente um quarto das empresas no Japão exigem que seus funcionários trabalhem mais do que 80 horas extra por mês, e sem remuneração! O dado assustador divulgado pelo governo do país em 2016, é atrelado aos altíssimos números de suicídio no Japão, e, quando o suicídio é relacionado a trabalho, a palavra utilizada é “karojisatsu”.

A relação obsessiva com o trabalho é tão comum que ela aparece até no dicionário. “Karoshi” é a palavra que designa a causa mortis de quem trabalha e, em consequência disso, vem a óbito. Pode parecer extremo e relativamente diferente para nós, ocidentais. Digo “relativamente” pois também desenvolvemos problemas graves ao trabalhar em excesso, como é o caso da Síndrome de Burnout.

O transtorno de burnout já atinge 30% dos brasileiros. O índice se assemelha ao do Reino Unido: uma em cada três pessoas sofre da síndrome, o que corresponde a mais de 20 milhões de habitantes. O problema é mundial e causa impacto tanto na saúde quanto na economia, já que o Burnout abala diretamente a produtividade de funcionários.

Saiba tudo sobre Burnout no nosso artigo completo!

Aqui no Brasil, a exaustão acarreta um prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados do Isma. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais no trabalho levam a uma queda de produtividade que resulta na perda de US$ 1 trilhão por ano no mundo. Em 2016, foram 75,3 mil afastamento por estresse de trabalho ocasionados pelo Burnout registrados pela Previdência Social no Brasil.

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psicológico  que consiste em tensão emocional e estresse crônico decorrente do trabalho desgastante. O esgotamento físico, emocional e psicológico é constante e se manifesta, principalmente, em profissões cuja exigência interpessoal se faz presente.

De acordo com a Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, “atualmente, Burnout é definida por uma combinação de três fatores: exaustão emocional (depleção da energia emocional pela demanda excessiva de trabalho), despersonalização (senso de distância emocional dos pacientes ou do trabalho) e baixa realização pessoal (sensação de baixa autoestima e baixa eficácia no trabalho), em outras palavras, Burnout é a resposta prolongada ao estresse crônico no trabalho”.

A Síndrome de Burnout agora é listada como doença crônica pela OMS. Confira a explicação da Milene Rosenthal, psicóloga e co-fundadora Telavita:

Síndrome de burnout: tratamento psicológico

O diagnóstico do transtorno só pode ser realizado por um profissional de saúde mental, seja ele psicólogo ou psiquiatra. Felizmente, a síndrome de burnout tem cura e, as formas de tratamento envolvem medicação e psicoterapia. Existem diversas linhas da psicologia que podem ser utilizadas no tratamento desse transtorno. Selecionamos duas das mais indicadas para a doença de Burnout.

Terapia cognitivo-comportamental

Terapia cognitivo-comportamental ou, para os íntimos, TCC, é um dos tipos de terapia mais famosos e mais embasados por evidências científicas. Aqui, o terapeuta  conduz o paciente a uma verdadeira jornada de transformação de pensamento frente aos problemas e às emoções que eles surtem.

O Instituto de Terapia Cognitiva do Brasil explica, brevemente, essa linha de abordagem: “inicialmente, objetiva devolver ao paciente a flexibilidade cognitiva, através da intervenção sobre as suas cognições, a fim de promover mudanças nas emoções e comportamentos que as acompanham. Ao longo do processo terapêutico, no entanto, atua diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação. Em paralelo à reestruturação cognitiva, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolução de problemas”.

Essa linha da psicologia é bem objetiva e foca no comportamento, ou seja, o psicólogo auxilia na mudança de hábitos da rotina que possam ser gatilhos para que a síndrome continue enraizada. Com o tempo, essas pequenas mudanças transformam o quadro do paciente e internaliza esse novo meio de enxergar e pensar a vida.

Psicanálise

Essa linha psicológica foi criada pelo psicanalista Sigmund Freud e consiste em investigações da psique humana, do inconsciente e dos processos mentais conscientes, também. As sessões permitem que os pacientes falem sobre qualquer coisa que vier à mente, pois isso permite que o psicólogo faça conexões desses fatos que o inconsciente traz à tona, aos comportamentos e problemas que ele possui. É uma linha mais profunda, demorada e mais subjetiva do que a TCC, mas para trabalhar o autoconhecimento em prol da mudança interna para refletir no mundo externo, é um bom caminho a ser seguido.

É importante ressaltar que, qualquer que seja a linha que mais se comunicar com o paciente, o próprio psicólogo é o diferencial, afinal, um profissional com um bom currículo e especializações no transtorno que acomete o paciente, parece uma escolha mais assertiva do que outro que não possui esse conhecimento.

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