Como apoiar o funcionário com síndrome do pânico?

síndrome do pânico

Você está vivendo um dia normal. A rotina é a mesma e pode estar até mesmo lendo um texto interessante que encontrou. Nada de novo. A mesma tranquilidade de sempre. Porém, de repente, ocorre um estalo. O coração acelera, o sangue parece formigar e a respiração fica difícil. Chegam as náuseas, a tontura e o corpo parece que vai desfalecer.

Então, o hospital surge como destino óbvio. São realizadas diversas consultas e exames. Horas e mais horas de espera. Mas, no final, nada. Simplesmente, nenhum indício do que ocorreu. Os médicos dizem que você não tem nada baseado nos dados que possuem. Entretanto, esse não é o único evento.

Novamente: dia normal, rotina tranquila e estalo. Todas as sensações horríveis voltam à tona. Mesmos procedimentos. Consultas e exames. Horas e horas de espera. Mesmos resultados. E tudo clinicamente normal, segundo os profissionais de saúde.

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“O que está acontecendo comigo?”. “Quando vou ter isso de novo?”. “Como posso evitar que ocorra novamente”. Esses e vários outros pensamentos surgem e, nesse ponto, começa a aparecer o medo do medo.

Bem, essa é uma descrição, mais ou menos aproximada, da síndrome do pânico ou transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica). Trata-se do medo de sentir medo ou o iminente medo de morrer durante a crise.

A síndrome ou transtorno do pânico é uma condição associada a crises repentinas de ansiedade aguda, marcada por muito medo e desespero, além da presença de sintomas físicos e emocionais. É uma doença caracterizada pela ocorrência súbita e inesperada de crises de ansiedade, que atingem sua intensidade máxima em até 10 minutos.

O papel das empresas

Os pacientes com síndrome do pânico têm as maiores taxas de absenteísmo no trabalho e de queda de produtividade. Somado as comorbidades, esse cenário aumenta a sinistralidade do uso de convênios ou de serviços públicos. Isso, sem contar nos custos de procedimentos, testes laboratoriais e exames de imagem.

Nesse conjunto exposto, a atuação das empresas tem uma característica de impacto social, que pode ser determinante na saúde de seus funcionários. Elas podem atuar de forma a criar efetiva acessibilidade aos tratamentos preventivos ou curativos, e provocar a aderência dos mesmos, através de processos educativos e elucidativos sobre as doenças, de forma geral.

Essa postura ética-humana resultará, com certeza, em uma relação de custo-efetividade positiva. Essa atitude pode ser uma inovação desafiadora na vida das pessoas que trabalham em empresas, produzindo um novo paradigma em saúde corporativa com qualidade e gerando resultados socioeconômicos para ambos os lados em benefício mútuo.

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São ações conjuntas, multidimensionadas, inovadoras e de grande impacto social, que produzem resultados duradouros. O resultado são menores taxas de recaídas e melhoria do clima interpessoal e organizacional.

As empresas modernas de nossa sociedade, que queiram impactar verdadeiramente na vida de seus funcionários, têm que protagonizar a prevenção e a humanização do ato de cuidar. Os efeitos produzem mudanças positivas e resultados efetivos.

Não podemos perder de vista que os adoecimentos são inúmeros e aparecem, numa grande proporção, nas empresas. Com uma gestão direcionada para a promoção da saúde física e emocional, o resultado será produtivo e garantirá uma conquista vitoriosa.

A importância do diagnóstico

Nesse ponto cabe frisar, enfaticamente, a importância de um bom diagnóstico inicial. Profissionais da saúde, nesses novos tempos em que vivemos, tem que estar familiarizados com os critérios de diagnóstico da síndrome do pânico para que se estabeleça um tratamento adequado.

Isso é fundamental para impedir que novas crises se avolumem e fiquem adensadas. Afinal, caso elas ocorram, podem provocar o afastamento do ambiente laboral e enorme sofrimento do indivíduo e seus familiares.

Aliás, a ausência ou demora do tratamento adequado podem aumentar a ideação de comportamento suicida e o índice de depressão e ansiedade, o que causam enormes impactos sociais, familiares, laborais e econômicos.

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Como é o tratamento?

O tratamento baseia-se, principalmente, na tranquilização do paciente mediante informações consistentes. Deve-se reforçar o caráter passageiro das crises, evitando o desespero. É importante instruir o paciente a respirar lentamente pelo nariz, e não pela boca, de forma pausada, para não provocar hiperventilação.

Técnicas de relaxamento podem ser utilizadas. Em crises muito intensas, de tempo prolongado e recorrentes, recomenda-se a introdução de medicação, como o uso de benzodiazepínicos e antidepressivos. O tratamento precoce é essencial para reduzir o sofrimento e evitar comorbidades.

A psicoterapia é fundamental enquanto tratamento. Processos psicoeducativos, palestras informativas, reestruturação cognitiva e estimulação ao enfrentamento são novas formas de tratar a síndrome do pânico.

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Psicóloga Sonia Pittigliani - CRP 06/14188
Psicóloga formada em 1982, me especializei em Psicoterapia Breve e Psicologia Hospitalar, tendo feito mestrado em Psicologia da Saúde. Toda minha vida profissional foi fundamentada numa postura ética humana, tendo trabalhado como psicoterapeuta (analítica dinâmica) em meu consultório, psicologia oncológica e psicologia hospitalar (UTI de adultos - politrauma, cardiologia e neurologia), sala de Emergência (atendendo tentativas de suicídio por intoxicação e dependência química) e também atuado como professora de Psicologia Educacional, em escolas estaduais no início de carreira, nas Faculdades Oswaldo Cruz (curso de especialização em Oncologia) e na UNICID (matéria de toxicologia clínica na Faculdade de Medicina e Psicologia Forense na Faculdade de Direito). No hospital fui Chefe da clínica de Psicologia Hospitalar (por três anos) e na clínica de oncologia coordenei a equipe multiprofissional. Atualmente atendo clinicamente, e desenvolvo um trabalho de mentoria. Agende uma consulta comigo aqui: https://www.telavita.com.br/app/psicologia-online/sonia-maria-campos-pittigliani

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