Luto – Como lidar com a morte de pessoas queridas?

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lidar com a morte

A perda de pessoas queridas é sempre um desafio interno repleto de angústia, dor e questionamentos. Esse período de sofrimento é chamado de luto, e não há um padrão a ser considerado, pois cada pessoa expressa de uma maneira sua reação emocional quando perde alguém que é de importância em sua vida.

Falar sobre a morte no geral é muito delicado, e é por isso que lidar com o luto para algumas pessoas pode ser algo realmente complicadíssimo e com uma grande dificuldade de superação. É comum que haja um costume de relembrar momentos únicos, ou pensar em planos futuros que não acontecerão mais, além de desencadear uma série de sentimentos como saudade e arrependimentos provenientes coisas não faladas ou não feitas.

Muitos tentam assumir posturas contrárias aos seus sentimentos de dor, por medo de não sair da situação de tristeza e amargura. Mas o correto por pior que pareça é se permitir sofrer, e reconhecer que só extravasando as emoções é possível se encontrar uma justificativa ao ocorrido e a aceitação dos fatos.

Em uma fase tão sensível, a paciência e entendimento devem estar vivos nas atitudes e pensamentos de todos que convivem com quem passa por esse período. Portanto, é necessário que cada um leve o tempo preciso para recompor-se e focar-se em seus objetivos pessoais e compreenderem esse processo de perda.

Classificação do luto

Não há como denominar tipos de luto, ele é um processo único e individual. Pode-se porém interpretá-lo com níveis, que partem da ideia de aceitação e da intensidade emocional com a qual o momento é vivido.

Sendo assim, não são todas as pessoas que chorarão compulsivamente e descontroladamente, há aquelas que conseguem manter sua rotina de vida normalmente, e isso não significa que elas não estejam no mesmo processo de compreensão em sua mente.

Há também o luto de pré-morte, que é quando a pessoa passa por um processo irreversível e os familiares e amigos queridos já começam a aceitar a perda antes mesmo dela de fato acontecer.

Etapas do luto

Na Psicologia, em alguns estudos realizados o luto é classificado em etapas, que podem se expressar com todas as características citadas ou não:

  • Fase 1 – Negação: o indivíduo nega a realidade e o problema, tenta achar algum jeito para relembrar a perda. Recusam-se a falar do assunto e choram muito;
  • Fase 2 – Raiva: sentem ódio por se considerarem injustiçados e buscam um culpado pelo ocorrido ou se culpam;
  • Fase 3 – Negociação: a pessoa busca uma solução para alterar o que aconteceu. E geralmente faz discursos que conseguirá sair da situação e superar;
  • Fase 4 – Depressão: a dor, tristeza e cansaço ficam mais fortes, o indivíduo se isola e sente-se impotente diante da situação;
  • Fase 5 – Aceitação: consegue esclarecer os fatos, e enfrentar a perda. A saudade ainda continua mas a compreensão faz com que seja possível enxergar novamente a vida com paz.

Essas etapas não são um processo fácil, e geram um impacto diferente em cada um. Por isso a ação varia muito dependendo de cada pessoa ou situação, aspectos como: proximidade, intimidade e se a morte foi inesperada são muito relevantes nesses casos.

Possíveis sintomas do processo de luto

  • Crises de choro, raiva, estresse e ansiedade;
  • Alimentação compulsória ou falta de apetite;
  • Insônia;
  • Melancolia;
  • Sinais depressivos;
  • Falta de vontade de exercer qualquer atividade como estudo e trabalho.

Dicas para lidar com a morte de pessoas queridas

  • O importante é dar chance ao tempo, procurar encarar o luto como sinal de processo e um ciclo que terá fim. Ele poderá durar bastante tempo, é importante se livrar das cobranças e expectativas;
  • Procurar ajuda psicológica é uma maneira excelente de lidar com a dor, porque só assim a pessoa terá oportunidade de falar tudo que sente e que o incomoda, sendo ouvido e aconselhado por um profissional, que irá respeitar e a direcionar da melhor forma;
  • Continuar a vida da melhor forma possível, ou seja, vivendo a rotina;
  • Tenha sempre em mente boas lembranças, reviva somente as memórias boas e momentos felizes;
  • Reservar mais tempo para descansar, se cuidar e dar uma atenção melhor para coisas que gosta de fazer.

Diagnosticando e tratando o luto

Primeiramente, é importante destacar que o luto não é um transtorno ou uma doença, ele é um processo natural de aceitação. Portanto, todos aqueles que sofreram perdas de entes queridos estão dentro do período de luto.

Não é necessário nem indicado que haja controle emocional por meio de medicamentos e tratamentos mais específicos, pois os sentimentos não devem ser de forma alguma contidos, e sim superados e compreendidos. Desta maneira, o mais indicado é um acompanhamento psicológico para que haja uma assimilação melhor dos fatos e para que a dor emocional seja amenizada.

Aconselha-se o tratamento psiquiátrico somente em casos de reações psíquicas no processo emocional, ou seja, quando o estresse, a insônia e a depressão tomarem o controle da situação e da vida da pessoa.

Curiosidade

Pode-se também classificar como processo de luto toda a adaptação à perda, independente do que se trata. Dessa forma, entende-se também que quando há algo que abale emocionalmente a vida de alguém como a carência de bens materiais, amizades e escolas por exemplo, gerando esse processo de superação e aceitação, podemos entendê-lo como um luto.

Portanto, o luto não está ligado somente à morte, mas ao fim de algo, ou à uma mudança brusca que gere grande impacto emocional.

Em uma fase de luto, o mais importante é vivência-lo, pois é uma etapa que precisamos encarar para aceitar e compreender os processos da vida.

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